PHS - Partido Humanista da Solidariedade
  REFLETINDO SOBRE O IPHS Philippe Guédon

Data: 27/11/2009
Informações:

   O PHS nasceu para ser um verdadeiro Partido onde só existiam (ou quase) máquinas eleitorais. As máquinas continuam, mas ainda estamos longe do êxito em gerar um PARTIDO.

    Partido, segundo o saudoso IFEDEC, apoia-se sobre duas pernas: organização e formação. Retire-se uma das duas, e o equilíbrio é rompido, esbordoa-se o corpo no chão. No PHS, os companheiros empacam diante da Formação, vista como estorvo a título oneroso. E a organização sofre além da conta em decorrência dessa miopia. Sem pretender a um estudo exaustivo, digamos que nossas filiações são mal feitas, nossas CDMP são criadas de qualquer modo, não realizamos Convenções semestrais, os colegiados não repartem as tarefas entre seus membros, continuamos ambicionando viver e prosperar às custas da Viúva e traduzimos política por cargos pessoais. E achamos o Pensamento uma maçada. Nada a ver com o sonho; para adotar tais parâmetros, poderíamos ter solicitado filiação a um dentre tantos "partidos" que existem por aí, e deixado a vida fluir.

    A alavanca que pode mover o Partido na direção certa é o Instituto, ora em sua via crucis para transformar-se em Fundação. Estou plenamente de acordo em dar a mão à palmatória, reconhecendo que não consegui transmitir a muitos outros a paixão que me anima. As características da idade que avança: rabugice, fôlego curto, dodóis que não vou impor a ninguém, nada disso facilita a tarefa de passar arrebatamento a outrem. Pois Humanismo Solidarista é arrebatamento, e quem não o experimentar nunca poderá desfrutar plenamente de sua filiação. Constato, todos os meses, uma ampla falta de interesse pelo INFORMATIVO (já com treze e meio anos de vida): nem os endereços das municipais, que o recebem de graça, costumam ser atualizados pelas Regionais, e ninguém reclama da ausência do boletim... Os dois sites, que procuramos atualizar, são muito pouco visitados. A Rede inter-municipal, proposta pelo "O Modo PHS de Governar" foi um fiasco. Os ecos às conclusões do excelente Seminário de Caxambu são, digamos, tímidos. Revisão do Programa? Núcleos de Ação Setorial? E o pobre CADICONDE, que devia ter sido cursado até maio, vê aproximar-se a data fatal de 30 de novembro em pleno desafio da inércia. Aparentemente, ninguém precisa conhecer o Estatuto. Nenhum Diretório desses que pulam por aí...

    Mea culpa, mea máxima culpa. Criamos o Partido, mas não soubemos soprar-lhe a alma que o faça vibrar, ir à luta, perseguir ideais, saber que a ação é filha do pensamento, conseguida através da organização e dos filiados.

    Então, lanço mais uma proposta, talvez a certa. Onde poucas cabeças (pelo menos uma, envelhecida) não conseguem encontrar o fio da meada, quem sabe novos talentos consigam achá-lo e puxá-lo? Sugiro, neste cantinho do INFORMATIVO e do Site do IPHS (a ver quem os lê), a organização de um colegiado de apaixonados pelo Humanismo Solidarista. Com um RI de um único artigo: "Fica criada a "Academia Livre dos Apaixonados pelo PHS", dita Academia, sem orçamento nem normas, composta por até  trinta membros voluntários com mandato correspondente ao ano civil, sem limites de recondução, filiados ao PHS, eleitos pelo voto aberto de todos os filiados via Site do IPHS, com o objetivo de aconselhar a Gerência Geral do Instituto nas suas propostas junto ao Conselho de Administração e à Diretoria visando despertar a paixão pela boa política, interna e externa".

    Os Acadêmicos usarão a internet, os Sites, o Informativo; aproveitarão reuniões outras para se encontrarem. Nunca perderão de vista que o importante é alcançar a paixão. Que não depende nem de grana, nem de regras. Ela se basta.

    Quem estiver interessado em ser Acadêmico Livre dos Apaixonados pelo PHS em 2.010, queira, por favor, mandar o seu currículo limitado à meia página A4 até 10 de dezembro, para que os possamos publicar na edição de dezembro do INFÔ. Se um único candidato à Academia apresentar-se, pois será acolhido com as honras de estilo, na sua condição de Apaixonado declarado.

    Os Apóstolos eram 12, os do Forte eram 18, o que não farão 30?