PHS - Partido Humanista da Solidariedade
  DA DEMOCRACIA INTERNA NO PHS

Data: 27/11/2009
Informações:


Paulo Roberto Matos


    Tenho consciência de meus defeitos e de minhas limitações, que tento superar. Mas, objetivamente, considero-me um democrata, alguém que assegura vez, voz e voto a todos os membros desta Comunidade, inclusive aos que pensam diferente.

    Em verdade, não podem ser muitas as tentações de autoritarismo, quando se é presidente do PHS. Pois nossa vida partidária é regida por um Estatuto admirável, fruto de muita reflexão inicial e de inúmeras revisões por iniciativa dos filiados, chanceladas pelo voto dos plenários de sucessivas Convenções Nacionais.

    Em cumprimento de nosso Estatuto, realizamos a nossa Convenção eleitoral interna em 06 de junho na cidade do Recife. Duas Chapas apresentaram-se, uma completa, a outra não; uma cumprindo as exigências estatutárias, a outra não. Uma composta por lideranças calejadas de todo o Brasil, a outra presidida por Companheira de Santa Catarina,  Estado cuja contribuição aos 15 anos de vida do PHS é vizinha de zero, e essencialmente composta por Companheiros ligados à Regional do DF objeto de intervenção por acumular uma extensa lista de ofensas ao Estatuto.

    Fiz absoluta questão de assegurar um pleito democrático entre as duas Chapas, em condições de rigorosa igualdade.

    Decorrido o processo eleitoral, definiu-se uma Chapa amplamente vencedora, e manda a democracia que se vire a página. Sem caça às bruxas nem revanchismos.

    Assim venho fazendo, mas constato que o procedimento é unilateral. Esta maravilhosa ferramenta que é a internet volta a ser usada para denegrir, insultar, caluniar, ofender. É tão fácil e tão barato, hoje, qualquer cidadão elaborar uma lista de endereços eletrônicos e espalhar peçonha em todas as direções.

    Um de nossos Companheiros sentiu-se a tal ponto agredido com a invasão de sua privacidade por esse tipo de veneno, que fez questão de solicitar medidas por parte da CEN. E, pelos diálogos que mantenho com todo o Partido, sei que reações semelhantes poderão multiplicar-se.

    As minhas responsabilidades de presidente do PHS me obrigam a garantir a paz interna para atendermos ao enorme esforço a ser empreendido. Vamos lançar candidatura presidencial, vamos rever o programa do Partido para alicerçar a campanha de OSCAR SILVA PRESIDENTE. Estamos às vésperas de implementar as Auditorias Preventivas e o estudo do CADICONDE com todos os VP-FP Regionais. Vamos caminhar para um amplo esforço eleitoral em 2.010, com ênfase no Congresso Nacional e, particularmente, na Câmara dos Deputados (a lei 9096 que o Congresso votou em 1.995 assim o requer).

    Eu acredito que acharia em mim sentimentos de tolerância suficientes para continuar suportando essa indignidade, essa postura que nega os princípios que se pretende defender, se fosse do interesse do Partido. Mas, de todas as direções, chegam-me pedidos para que não permita que o PHS se enfraqueça por conta de ambições insatisfeitas e ressentimentos de natureza pessoal. O PHS está aberto à contribuição, à participação altiva, de TODOS os seus filiados (pois somos o Partido dos Plebiscitos). Mas há uma linha divisória a separar a livre participação, que não exclui a crítica construtiva, da maledicência que só quer atacar e destruir. Sem respeito mútuo, nada se constrói; um Partido tem de ser um instrumento construído por quem pensa de modo semelhante, e quem denigre, sabota, mina, usa de métodos desprezíveis, positivamente não reza pela cartilha da imensa maioria. Que me cabe defender, sim.

    Pois certo. Reconheço que o conselho é sábio e que o Partido não deve permitir que raros filiados que perderam o rumo confundam mansuetude com vulnerabilidade. Vou cumprir o Estatuto, do primeiro ao último artigo, sem tolerâncias descabidas, face a quem insiste em  procedimento que a Convenção Nacional já rejeitou de forma esmagadora.

    Não caberia perguntar aos Srs. e Sras. Membros da CEN se devo cumprir o Estatuto. Mas cabia, por dever de consciência, esta fraterna admoestação preliminar para que os filiados que querem fazer do PHS o Partido capaz de resgatar a credibilidade da Política no Brasil, não ajam, nem permitam que outros ajam, de maneira incompatível com a ética Humanista Solidarista.

    Estendo as mãos agora e sempre. Mas o gesto de acolhida aos que querem rever a sua maneira de proceder não me impedirá de aplicar o Estatuto em todo o seu rigor contra os que desejam continuar lutando pelo império da minoria e pelo uso da calúnia entre nós .

    Se alguém pensar de forma diversa, pois use os instrumentos previstos por esse mesmo Estatuto para contraditar-me.

E vamos ao trabalho, sem mais delongas. O PHS fez ouvir a sua voz na Convenção do Recife, que seja cumprida.

 

    Fraternalmente,

Paulo Roberto Matos