PHS - Partido Humanista da Solidariedade
  Palavra do Presidente

Data: 22/12/2009
Informações:

 Brasília, 22 de dezembro de 2009.

Aos meus Companheiros e Companheiras, dirigentes do PHS,

    é parte de nossa cultura procedermos à uma reflexão quando a virada de ano se aproxima. Com a sua permissão, eis os comentários que gostaria de fazer.

    O ano que se vai terá deixado marcas profundas em nosso PHS. Algumas delas deveriam ser vistas como negativas, se não fossem fontes de ensinamentos que não desperdiçaremos. Seria infantilidade, e seria um erro, não olhá-las face a face. Se multiplicamos esforços para não ler e cumprir o Estatuto, pois é hora de reconhecermos o erro e de consertarmos o procedimento. Bastaria lembrarmos o episódio de São Paulo, equivocadamente entregue a quem não merecia a confiança, e mal-resgatado por não seguirmos o que nos diz o Estatuto, o que nos colocou em complicada "saia justa". Nostra culpa, nostra maxima culpa!  O mesmo mau hábito nos levou a desconsiderar a elaboração de programas e orçamentos, e em consequência de relatórios e de prestação de contas. Tínhamos esquecido a importância dos Núcleos Administrativos em nosso dia-a-dia, mas essa falha foi resgatada com as Auditorias Preventivas, a merecerem desdobramentos em 2.010. Teimamos em filiar sem publicidade, em não publicar editais de Convenções (para economizar dez reais, que horror), em desprezar a Formação Política... Nesse particular, a resistência ao CADICONDE terá sido antológica. Era para satisfazermos a obrigação antes de abril, aí ficou para novembro, depois adiamos para fevereiro e agora resolvemos fazer a experiência de não cobrar o Curso (nem CAP, nem CIBAM, só o CANDEREN) em 2.010. Será que vamos "tomar tenência"? Seria preciso, pois a nossa rebeldia em relação ao Estatuto foi a nota mais triste de 2.009, e sem Formação, não há salvação. Vá, acrescentemos a perda de bons Companheiros por essas e aquelas razões, algumas das quais acontecidas em outros foros. Mas os perdemos, que pena! E, no rol das coisas que precisamos consertar, ainda deixamos espaço demasiado, em nosso meio, ao disse me disse, que pouco tem a ver com nossa inspiração Humanista e Solidarista. Nunca esqueçamos que, aqui, somos irmãos e irmãs uns dos outros.

    Mas o ano de 2.009 deixou um acervo positivo também, e de respeito! Fizemos um Plebiscito, e decidimos lançar um candidato a Presidente da República, que seria Oscar Silva. E, desde março, não mudamos um milímetro de posição. Realizamos reuniões seguidas da CEN, resgatamos (graças a excelentes quadros) diversos Estados que vão conhecer fase de crescimento sadio. Atualizamos o nosso Estatuto, e constatamos que os nossos Encontros eram cada vez mais produtivos e fraternos. Adquirimos salas e note-books para as Regionais e realizamos o grande Seminário de Caxambu, onde debatemos os 12 primeiros temas da campanha presidencial de Oscar Silva. Nunca louvaremos em excesso o Seminário de Caxambu, que gerou os Certificados do "Eu estive em Caxambu". Conseguimos obter um posicionamento claro do MP do Estado do Rio de Janeiro e recomeçamos todo o processo de transformação do IPHS em FUNSOL. A documentação completa, carimbada e estampilhada , autenticada e verificada, deu entrada no MP e no TSE antes do recesso da Justiça. Já que estamos "costeando o alambrado" da área administrativa, ressaltemos que o PHS viu aprovadas todas as suas contas anuais que chegaram a ser julgadas pelo TSE, fato raríssimo entre as siglas menores para as quais a lei é muito dura. Ganhamos um terceiro Deputado Federal, o Deputado Uldurico Pinto, egresso do PMN da BA. Nasceu o NAS-Mulher e ficou balizado o terreno para que volte o NAS-Juventude, e surjam o NAS-Economia Solidária, o NAS-Empresariado, o NAS-Trabalhador,... Só não nascerão os Movimentos que não dispuserem de combatentes. Mais poderia eu contabilizar, mas só quero deixar claro que 2.009 foi fértil em realizações, graças a vocês todos.

    2.010, Irmãs e Irmãos, é ano de eleições gerais. De Copa do Mundo também, decerto, mas nesta seremos torcedores enquanto naquelas nosso papel é de protagonistas. Vou direto ao ponto: olhem, queiramos ou não, gostemos ou não, concordemos ou não, a eleição central. em outubro de 2.010 é a de Deputado Federal. Pois assim foi concebida a nossa Legislação: a importância de um Partido que pretende chegar ao tôpo é medida pela sua bancada na Câmara dos Deputados. Ora, todos sabemos que o PHS só ingressou na Câmara dos Deputados através do somatório com o PHDB, quando o Deputado Roberto Argenta veio para as nossas fileiras em 1.999. Nossos primeiros Deputados Federais eleitos foram Miguel Martini/MG e Felipe Bornier/RJ em 2.006, que honram a sigla com atuações merecedoras do respeito geral. Durante breve tempo, contamos com a presença de nosso Companheiro, Suplente em exercício, o Deputado Federal Ronaldo Leite/AM. E agora, dispomos do terceiro integrante da Câmara, o Deputado Uldurico/BA. Nas eleições do ano que vem, TODAS as Regionais devem nos dar o seu quinhão, preferivelmente com uma boa lista de Candidatos ou, pelo menos, com uma efetiva campanha para o voto na sigla (lá onde não for possível conseguir candidatos, mas será duro vermos Estados/DF nessa situação). Pois o Fundo Partidário depende da votação alcançada para Deputado Federal, e o nosso tempo de TV depende do número de assentos na Câmara que conquistarmos. Esse é o critério; se alguém não gostar dele, saiba que concordamos na crítica, mas quem toca a música é a orquestra, não os bailarinos... Mais: se elegermos 5 (cinco) ou mais Deputados Federais, teremos direito à liderança de bancada, e passaremos a ter peso específico nas deliberações dos problemas nacionais. Permitam que afirme: pelas minhas anotações, elegeremos de seis a oito Deputados Federais...

    Não me interpretem mal. Não estou diminuindo a importância de nossos candidatos a Deputado Estadual/Distrital, ao Senado, a Governos Estaduais nem, muito menos, a Presidente da República. Precisamos estar presente em todos os parlamentos, sermos vistos como significativos nos Executivos das UFs e no Governo Federal. Acresce que a campanha Presidencial é, aos olhos da CEN, indispensável para o êxito de nossos candidatos a outros mandatos, pois será ela que gerará o voto na legenda. E Oscar vai gerar MUITO voto de legenda, podem crer.

    Peço, fraternalmente, a cada dirigente do PHS, que dê o seu máximo para que a nossa performance eleitoral, em particular a de Deputado Federal, seja um êxito indiscutível. Não posso dispensar o esforço de ninguém, de nenhuma Regional, de nenhum filiado. O PHS espera que cada um cumpra o seu dever, e muito mais, na escala de sua paixão pelo PHS.

     Feliz Ano Novo. Que a Paz renascida na Noite Santa do Natal acompanhe a nós todos e a nossas famílias ao longo de 2.010. Que saibamos proteger esse tesouro precioso que nos é confiado, o PHS, para que cumpra o seu destino: resgatar a dignidade da política no Brasil e fazer do Mundo um lugar melhor para se viver.

    Amém.

    Paulo Roberto Matos, Presidente da CEN/PHS