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A organização de um Partido de
clara inspiração social-cristã,
após a diáspora e /ou desvios de
rumos dos integrantes do Partido
Democrata Cristão (PDC),
fundamenta-se em raízes fincadas
na publicação do livro
"Neo-Capitalismo, Socialismo,
Solidarismo" pelo Padre Fernando
Bastos de Ávila em 1.963
(revisto e intitulado "Solidarismo"
a partir da 3ª edição, em 1.965,
sempre em publicações da AGIR
Editora, e reimpresso
recentemente pela Ed.
Santuário). Foi nesta fonte que
vieram beber todos aqueles que
se dedicariam à caminhada que
culminou com a organização do
atual PHS.
A Revolução de 1.964 extinguiu
os Partidos, inclusive O PDC já
citado e o PL (Partido
Libertador) do Deputado Raul
Pilla. A única tentativa
ocorrida durante o processo
revolucionário de organização de
um terceiro Partido deveu-se ao
Vice Presidente Pedro Aleixo
(Governo do Presidente Costa e
Silva) que procurou criar o PDR,
Partido Democrático Republicano,
defensor da Doutrina Social
Cristã. A doença e o conseqüente
falecimento do Presidente Costa
e Silva acarretaram o
afastamento do Vice Presidente
civil e o encerramento do
projeto PDR.
Quando da normalização
democrática, ao lado do PDC
renascido sob a presidência do
Deputado José Maria Eymael e que
seguiria rumos próprios que o
conduziram à incorporação no
seio do PPB, antigos
colaboradores do Dr. Pedro
Aleixo iniciaram a organização
do Partido Social Cristão, o
PSC. O Dr. Vítor Nósseis assumiu
a presidência do novo Partido,
que ocupa até os nossos dias.
Numerosas lideranças de
motivação Social-Cristã
ingressaram nas fileiras do
Partido; porém, em 1.989, às
vésperas da campanha eleitoral
para a Presidência, a direção do
Partido decide optar pela
Candidatura do Governador
Fernando Collor, opondo-se à
deliberação partidária de lançar
candidato próprio, o Dr. Vasco
de Azevedo Neto, escolhido em
reunião ocorrida em Petrópolis
(RJ). Esperavam os dirigentes do
Partido ainda em regime
provisório, que o apoio à Collor
poderia facilitar a organização
final do PSC, o que de fato veio
a ocorrer. Alguns integrantes do
Partido, entretanto, não se
conformaram com a preferência
dada a um Candidato sem vínculos
com o Movimento SC e preferiam
desligar-se da sigla.
Entre eles, Carlos Eurico de
Camargo Osório, Luiz Cláudio
Barbosa de Oliveira e Philippe
Guedon que tentaram, com outros
Companheiros e Companheiras,
organizar um Partido que se
mantivesse fiel aos princípios
doutrinários que haviam
imaginado a caminhada. De 1.990
a 1.992, esse grupo tenta
organizar o PSL, Partido do
Solidarismo Libertador. Sem
quaisquer recursos, logram
realizar Convenções em nove
Estados, sem conseguir uma
mínima margem de segurança; à
última hora, nem Pernambuco nem
o Rio Grande do Sul conseguem
alcançar o seu intento e é em
estado de vulnerabilidade que o
PSL Apresenta-se diante do TSE
para solicitar o seu Registro
Definitivo. Foram dez sofridos
meses de julgamento, concluído
pela negativa de concessão do
registro. Até hoje, Companheiros
choram uma decisão que lhes
pareceu injusta, mas que foi,
obviamente respeitada.
Infelizmente, nem Carlos Eurico
nem Luiz Cláudio, dois jovens
idealistas militantes, veriam o
sucesso adiado de seus esforços,
pois ambos faleceriam em
circunstâncias dramáticas.
Em 1.993, instigado por
Luiz Cláudio, Philippe Guedon
recomeça a jornada, publicando o
primeiro número do "Boletim
Solidarista" em Petrópolis.
Através desse frágil elo de
ligação, foi possível ir
restabelecendo laços de
companheirismo em diversos
Estados, mês após mês, durante
cerca de dois anos... Éramos
exatamente seis Companheiros
quando da publicação do primeiro
Boletim, mais o juiz Trabalhista
Luiz Cláudio que não podia
militar em Partido mas
incentivava nossos esforços ao
longo de cada dia.
O grupo cresceu. Em
1.995, reunimos os Companheiros
desejosos de formar o Partido no
Recanto de Nossa Senhora da Boa
Viagem, em Santa Luzia, BH (dias
04 a 06 de junho de 95). Ali,
trabalhou-se intensamente e
ouviu-se um alerta do Deputado
Federal Osmânio Pereira, PSDB /
MG, grande amigo da causa.
Osmânio preveniu que era parte
do projeto político do Governo
FHC restringir o número de
Partidos existentes no País para
apenas cinco: os quatro Partidos
de sua base (PSDB, PMDB, PPB e
PFL), mais o PT, visto como mal
necessário. Apesar desse alerta
temível, os presentes resolveram
iniciar, mais uma vez, a dura
caminhada. O nome escolhido,
após renhida disputa com
"Partido Humanista Cristão"
(abandonado em função de uma
gozação: alguém propôs que
considerássemos o nome Partido
da Frente Humanista Cristã, pois
seríamos o Partido FHC... Morreu
na hora a hipótese!) foi
"Partido Solidarista Nacional,
PSN", mais tarde substituído por
tido da Solidariedade Nacional
através de proposta apresentada
em Convenção.
O registro provisório
Partido foi requerido por doze
Estados: RO, CE, PE, AL, PB, BA,
RJ, MG, GO, DF, MS e PR.
Sempre trabalhando "sem lenço
nem documento", o PSN logrou,
enfim, obter o Registro
Provisório em 19.09.95. No dia
seguinte, era publicada a Lei
Partidária, a 9096/95, que
alterava toda a sistemática de
organização partidária – e só
veio a ser regulamentada em
março de 96, tirando-nos noites
e noites de sono... – e ameaçava
a nossa sobrevivência com a
imoral cláusula dita de
barreira, o artigo 13 bem
conhecido de todos os
Solidaristas.
Em que pesem todos os
buscapés, rojões e imprevistos,
o PSN conseguiu realizar a sua
Convenção Nacional em 14 de
setembro de 1.996. Treze erma os
Diretórios Regionais
organizados: RO, RR, AP, CE, PE,
AL, BA, ES, RJ, MG, DF, MS e PR.
No dia 16 de setembro, toda a
documentação foi apresentada ao
TSE, Em março de 1.997, enfim, a
nossa caminhada desembocava na
concessão do Registro
Definitivo. Os Solidaristas
possuíam finalmente a sua Casa.
Cabe aqui uma nota curiosa e
importante: antes mesmo de
conseguirem o registro
definitivo de sua Casa, os
Solidaristas conseguiram eleger
dois Prefeitos (Maria José do
Nascimento, em Palmeira dos
índios, Al, e Geraldo Perígolo,
em Manhuaçu, MG, além de oito
vereadores).
Em 1.999, o presidente
Philippe Guedon, que conduzia o
Partido desde os seus
primórdios, apresentou uma Chapa
para a sua sucessão, devidamente
referendada pela Convenção
Nacional, realizada em 05 de
junho de 1.999, e assumiu a sua
sucessão Paulo Roberto Matos, de
Brasília.
Logo em seguida a sua
posse, ou seja no dia 16 de
junho, foi Paulo Roberto
procurado por representantes de
um Movimento empenhado em
organizar o PHD-B (Partido
Humanista Democrático – Brasil),
que tinham à sua testa o
Deputado Federal Roberto
Argenta. Os contatos que se
seguiram, reunião em Belo
Horizonte no gabinete do
Deputado Miguel Martini quando
estiveram presentes entre outros
o Deputado federal Roberto
Argenta, Paulo Roberto, Philippe
Guedon, Cláudio Maciel e Prof.
Félix, evidenciaram a sintonia
dos objetos, dos programas e dos
padrões éticos, marcando nova
reunião para Belo Horizonte que
aconteceu em 11 e 12.07, agora
com a presença de vários outros
companheiros: Deputado Estadual
Martini e Federal Roberto
Argenta, Paulo Roberto, Vasco
Neto, Prof. Félix Rivera,
Cláudio Maciel e outros, tivemos
a ausência de Philippe Guedon
(por motivo de gripe "tipo
exportação", como falou à época)
e já em final de agosto,
precisamente no dia 29 uma
convenção Nacional encampava a
proposta do ingresso dos
"Humanistas" no Partido, que
passou a adotar nova
denominação, consensualmente
definida como "Partido Humanista
da Solidariedade, PHS 31" em 9
de janeiro de 2.000, em
Salvador, BA.
O processo de
fortalecimento do Partido não
ocorreu sem traumas; mas o
resultado final, tal como gerado
pela Convenção de Salvador,
traduz um Partido maior e mais
forte, que soube unir os
conceitos irmãos e
complementares do Humanismo e da
Solidariedade, como patenteia a
"Pequena Enciclopédia da
Doutrina Social Cristã" do Padre
Fernando Bastos de Ávila.
Não nos permitamos
considerações subjetivas: nenhum
Partido realizou um esforço
maior do que o PHS no campo da
Formação Política ao longo de
2.000, pois entregamos mais de
5.000 Certificados de Conclusão
de Cursos a Companheiros. Nas
eleições de outubro de 2.000,
crescemos em 300% o número de
Prefeitos eleitos, em mais de
1.000% o número de Vice
Prefeitos eleitos, e em cerca de
2.300% o número de Vereadores
que conquistaram assentos em
suas Câmaras. Se alguém temia
que o Partido, por força do
ingresso de uma corrente
expressiva, pudesse enfraquecer
a sua convicção Solidarista,
deve reconhecer que nenhuma
organização divulgou mais a DSC
em 2.000 do que o PHS. Uma DSC
enriquecida pelas preocupações
Humanistas, magistralmente
envocadas por Dom Hélder Câmara.
Hoje, de norte a sul do País,
cumprindo a sua vocação, o PHS
fala dos conceitos solidaristas
e enfoca a importância relevante
da ONU, fundamentalmente a
Declaração Universal dos
Direitos Humanos, aprovada em 10
de dezembro de 1.948 e da luta
pelos direitos humanos.
Neste momento, o PHS já iniciou
novo esforço de Formação
Política, para assegurar
conhecimentos a TODOS os nossos
Dirigentes e Conselheiros que
virão a ser eleitos em março,
abril e maio de 2.001, inclusive
na área doutrinária. É ainda o
PHS que lidera a defesa da
democracia, combatendo a
cláusula de barreira. É o PHS,
também, que procura definir uma
política HS, sobretudo no
terreno da economia e da vida
municipal.
Quem se dispuser a ler as
tabelas de resultados eleitorais
de 1.996, 1.998 e 2.000,
constatará o crescimento notável
do nosso Partido. Não temos
dúvidas que chegaremos em 2.002
com um porte ainda menor e um
nível de consciência partidária
nunca antes atingido.
Somos ainda poucos. Mas a
trajetória dos últimos anos
sinaliza com clareza para um
futuro marcante nos próximos
tempos.
Clamamos a todos que saiam a
trabalhar pelo PHS 31, pois
temos a melhor e maior bandeira
que podemos desfraldar a do
Humanismo e da Solidariedade. O
Humanismo aplicado com a
bandeira da Solidariedade se
complementa e a Solidariedade
sem a visão Humanista também não
estava ainda completa, portanto
cabe a cada um de nós criarmos e
trabalharmos o tempo todo pelo
crescimento da nossa sigla que
só assim transporemos a cláusula
fatídica do artigo 13 da Lei
9096/95, que podemos considerar
a ditadura política partidária
de vier efetivamente a ser
usada.
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